segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A ADAPTAÇÃO DO ESQUELETO

http://www.osteopathie-france.net

"Por outro lado, existem aqui também organizações autónomas apresentando resistências à adaptação, em particular sob a forma da burocracia estatal e das suas extremas necessidades securitárias, mas também sob a forma de partidos políticos, de sindicatos ou de outros grupos de interesses que se fixaram numa imagem interna do seu próprio sucesso organizacional - e isto muitas vezes sem se quererem dar conta do facto que as condições externas se modificaram grandemente. Nenhuma destas organizações é, no entanto, capaz de realmente testar as condições ambientais do seu êxito, e cada uma se atem antes de tudo à sua própria redundância."

"Politique et Complexité" (Niklas Luhmann)

"As condições ambientais do seu êxito" significaria o quê? Simular até que ponto uma organização está dependente de certas trocas de informação com os outros sistemas e das relações com o seu meio ambiente?

Isso não é, evidentemente, possível, quer dizer que o teste é a experiência real que força à adaptação, a bem ou a mal. Por isso, toda a retórica a favor da flexibilidade e da adaptação soa a parti-pris ideológico; como se as organizações e os indivíduos pudessem preparar-se para a mudança de que não se sabe o sentido, e quando se desconhece até que ponto a flexibilidade compromete a outra face do sucesso: a duma estabilidade mínima das organizações.

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